Alerj aprova projeto que declara Fábio Porchat persona non grata no estado do Rio

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A recente aprovação, pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, do projeto que declara o humorista Fábio Porchat persona non grata no estado gerou repercussão e polêmica imediata. Diante da notícia, surge uma reflexão inevitável: em meio a crise institucional que vive a política do estado, a problemas graves de segurança, educação e saúde pública, não haveria pautas mais relevantes para ocupar o tempo e a atenção dos parlamentares da Alerj?
Toda a polêmica teve início após, nesta quarta-feira(13), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio aprovar o parecer favorável ao projeto que pretende declarar o humorista Fábio Porchat persona non grata no estado.
A proposta é de autoria do deputado Rodrigo Amorim, do PL, e agora seguirá para votação no plenário da Casa.
Além do relator, votaram pela aprovação os deputados Sarah Poncio, Fred Pacheco e Marcelo Dino, todos do PL. Já os deputados Carlos Minc, do PSB, e Luiz Paulo, do PSD, votaram contra.
A análise voltou à pauta após empate registrado na semana passada, quando o placar terminou em três votos a três. Na ocasião, parlamentares questionaram a legalidade e a constitucionalidade da medida.
A mudança no resultado ocorreu após a participação do deputado Alexandre Knoploch, também do PL, responsável pela relatoria do projeto. Ele apresentou parecer favorável e afirmou, durante a sessão, que a iniciativa possui caráter simbólico, sem qualquer efeito jurídico contra o humorista.
Segundo Knoploch, a proposta representa uma reação política às manifestações feitas por Porchat sobre temas envolvendo o estado e seus moradores. O deputado argumentou ainda que a Assembleia tem legitimidade para expressar posicionamentos institucionais diante de declarações consideradas ofensivas por parte dos parlamentares favoráveis ao texto.
Durante o debate, parlamentares da oposição criticaram a tramitação do projeto. Carlos Minc afirmou que uma eventual manifestação da Alerj poderia ocorrer por meio de moção, sem necessidade de criação de lei específica. Luiz Paulo também demonstrou preocupação com possíveis questionamentos judiciais envolvendo direitos constitucionais.

A discussão ganhou força após repercussão nas redes sociais envolvendo o ator Juliano Cazarré. O artista lançou o curso “O Farol e a Forja”, voltado a temas defendidos pela direita e extrema direita relacionados à masculinidade, espiritualidade, liderança e valores conservadores.
As críticas e ironias feitas por Fábio Porchat ao conteúdo provocaram reação entre apoiadores de Cazarré e grupos ligados à direita conservadora, ampliando a polêmica.
Além do projeto contra o humorista, Rodrigo Amorim também protocolou uma proposta para conceder a Medalha Tiradentes — principal honraria da Alerj — ao ator Juliano Cazarré.










