Araras-canindés voltam a voar no Rio com reintrodução no Parque Nacional da Tijuca

Receba as matérias do Jornal Agito pelo WhatsApp
(grupo sem interação, só o administrador pode postar)
O céu do Rio de Janeiro voltou a ganhar as cores vibrantes das araras-canindés, espécie considerada extinta na capital fluminense
No início de janeiro, três fêmeas foram libertadas no Parque Nacional da Tijuca pela organização Refauna, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Batizadas de Fernanda, Suely e Fátima, as aves passaram por meses de aclimatação antes da soltura.
Um quarto exemplar, chamado Selton, ainda permanece em recuperação após problemas de saúde e deverá ser integrado a um novo grupo previsto para chegar ao parque em março. A expectativa é que, entre agosto e setembro, mais aves sejam soltas, ampliando as chances de formação de uma população estável.
O processo de reintrodução inclui treinamento de voo, adaptação alimentar e monitoramento constante. As araras recebem frutas nativas em plataformas suspensas para estimular comportamentos adequados e evitar dependência direta de humanos. Após a soltura, continuam sendo acompanhadas por biólogos e podem ser recapturadas caso apresentem riscos ou dificuldades de sobrevivência.
A participação da sociedade é essencial: moradores e visitantes ajudam a informar avistamentos por meio de redes sociais, aplicativos e contato direto com o Refauna, em um modelo de ciência cidadã. Além disso, cursos de orientação para guias de turismo estão sendo preparados para reforçar a educação ambiental e garantir interações responsáveis com os animais.
O projeto prevê a liberação de até 50 araras-canindés em cinco anos. Embora a espécie não esteja ameaçada em nível nacional, no estado do Rio de Janeiro ela desapareceu há séculos. A iniciativa busca reverter esse quadro e transformar o “reencontro” das aves com a Floresta da Tijuca em símbolo de recuperação ambiental e integração da cidade com sua biodiversidade.

















