Como sempre na contramão: estado do Rio dá mais um péssimo exemplo ao rejeitar reduzir ICMS sobre o diesel

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O estado do Rio de Janeiro acumula um histórico de má gestão, corrupção endêmica e crises estruturais que o transformam em um grande exemplo negativo dentro do Brasil. Não se trata apenas de escolhas administrativas mal feitas, mas de um padrão de desgoverno que inclui escândalos bilionários de desvio de recursos públicos, conluio político com tráfico e milícias, sucessivos colapsos fiscais, violência urbana fora de controle e serviços públicos em permanente estado de sucateamento.
Além disso, a população convive diariamente com transporte caótico, obras paradas, insegurança generalizada e falta de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação. Esse conjunto de falhas não é pontual, mas sim resultado de uma cultura política marcada pela corrupção, irresponsabilidade e pela priorização de interesses políticos em detrimento do bem-estar coletivo.
Nesse contexto, a recusa em aderir à proposta de subsídio ao ICMS sobre o diesel importado
não surpreende, é apenas mais um capítulo de uma longa lista de maus exemplos. Enquanto a maioria dos estados busca aliviar os impactos da alta dos combustíveis e proteger o bolso dos cidadãos, o Rio insiste em manter sua postura ideológica de resistência , reforçando sua imagem de estado que prioriza arrecadação imediata em detrimento do bem-estar da população.

Mais um péssimo exemplo do estado do Rio
Apenas os estados do Rio de Janeiro e de Rondônia indicaram que não vão aderir à proposta de subsídio ao Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel importado, apresentada pelo governo federal. A informação foi dada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, em entrevista a jornalistas, nesta quinta-feira (2).
Segundo ele, 90% dos estados já aderiram à subvenção e dois ou três ainda avaliam a proposta e devem dar a resposta em breve. A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio.
De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total é estimado em R$ 3 bilhões, R$ 1,5 bilhão por mês.
O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcado pela União e R$ 0,60, pelas unidades da federação. A equipe econômica apresentou a proposta aos estados após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do combustível.
A nova ajuda se soma a outras medidas anunciadas pelo governo no último dia 12: o subsídio de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores e o corte no PIS e Confins sobre a importação e comercialização do diesel.
Com o PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.
Alckmin reuniu a imprensa para apresentar um balanço da sua gestão à frete do MDIC. Ele vai disputar a reeleição para a Vice-Presidência em outubro, na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, pode seguir na cadeira da Vice-Presidência, mas precisa se desincompatibilizar da função de ministro do Executivo.










