Limpeza geral no governo do estado resulta em centenas de exonerações

Receba as matérias do Jornal Agito pelo WhatsApp
(grupo sem interação, só o administrador pode postar)
O governo interino do Rio de Janeiro, sob comando de Ricardo Couto, intensificou a revisão administrativa com uma nova leva de cortes. Na última sexta-feira (17) foram dispensados mais 93 servidores ligados à Secretaria de Governo e à Casa Civil, ampliando para 544 o total de exonerações nessas duas áreas.
A justificativa oficial aponta para racionalização de gastos e maior eficiência. Levantamentos internos identificaram falhas como ausência de registros em sistemas e falta de credenciamento institucional, o que reforçou a decisão de enxugar cargos comissionados.
Entre os atingidos, há casos de servidores que haviam disputado eleições municipais sem sucesso e depois foram nomeados para funções distantes de suas cidades, evidenciando o uso político da estrutura.
O plano de reestruturação prevê reduzir cerca de 40% dos cargos das duas secretarias, o que pode significar até 1,6 mil postos a menos e uma economia estimada em R$ 10 milhões mensais. A rodada atual de cortes deve gerar impacto anual próximo de R$ 8 milhões.
Além das exonerações, a gestão interina promoveu mudanças na estrutura da Casa Civil, recriando a Subsecretaria-Geral e extinguindo outras três subsecretarias. Também foram determinadas auditorias em contratos ativos, em uma iniciativa classificada como “choque de transparência”.
Nos bastidores, a movimentação tem provocado desconforto no grupo político ligado ao ex-governador Cláudio Castro, já que os cortes atingem espaços de influência e reforçam a narrativa de desorganização herdada da gestão anterior.
Na prática, as medidas de Couto têm duplo efeito: reorganizam a máquina administrativa e, ao mesmo tempo, redesenham o cenário político, mexendo em estruturas que sustentavam alianças e cargos estratégicos.










