Como o El Niño deve impactar o clima no Sudeste do Brasil a partir de junho

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Novas projeções climáticas indicam o aumento da possibilidade de 62% da formação de um super El Niño ainda este ano - um cenário que pode levar o planeta a registrar novos recordes de temperatura até 2027. Projeções do Centro Europeu de Previsão Meteorológica (ECMWF, na sigla em inglês) apontam o fenômeno como potencialmente tão intenso que pode se tornar o mais forte em 140 anos.
Impactos esperados na região Sudeste do Brasil
O fenômeno irá atingir todo o país, sendo que aqui na região Sudeste será sentido a partir do início do inverno em junho, quando surgem os primeiros sinais do El Niño, com redução de frentes frias e queda nos volumes de chuva. A partir de agosto, o risco de incêndios já começa a aumentar.
Na primavera a partir de setembro até novembro, o fenômeno deve estar mais consolidado, trazendo calor intenso e chuvas irregulares.
No verão de dezembro em diante, ocorre o pico dos impactos no Sudeste, com ondas de calor prolongadas e distribuição irregular das chuvas, mesmo durante a estação normalmente chuvosa.
Principais impactos esperados
O Sudeste deve enfrentar temperaturas acima da média por longos períodos, com episódios de calor extremo mais duradouros, intensos e com menor alívio noturno.

A baixa umidade relativa do ar agrava a sensação térmica e pode afetar a saúde da população, especialmente em áreas urbanas.
Chuvas irregulares e mal distribuídas
O padrão esperado é de grande irregularidade, com períodos prolongados sem chuva, pancadas isoladas e dificuldade de reposição de reservatórios.Esse comportamento prejudica o planejamento hídrico e agrícola, principalmente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Impactos na agricultura
A irregularidade das chuvas pode afetar diretamente o calendário agrícola, trazendo risco no plantio inicial pela falta de umidade no solo, desenvolvimento irregular das culturas e possível queda de produtividade. As culturas dependentes de ciclos bem definidos de chuva são as mais vulneráveis.
Aumento do risco de incêndios
A combinação de calor intenso, vegetação seca e baixa umidade cria condições ideais para queimadas, especialmente a partir de agosto e durante toda a primavera, com as áreas de vegetação nativa e regiões periurbanas ficando ainda mais expostas.
Comparação com outras regiões do Brasil
Enquanto o Sudeste enfrenta calor e irregularidade hídrica, o Sul do Brasil tende a registrar chuvas acima da média, com risco de enchentes.Esse contraste evidencia como o El Niño redistribui os padrões climáticos no país.
Cenário geral para 2026
O El Niño de 2026 deve reforçar um padrão já observado em eventos anteriores: mais calor no Sudeste, menos regularidade nas chuvas, maior pressão sobre recursos hídricos e energia, além de riscos ambientais elevados.
Especialistas apontam que, se o fenômeno atingir forte intensidade, os impactos podem ser comparáveis ou até superiores aos registrados em eventos recentes.










