Raro no inverno, vendaval que atingiu o Rio é consequência do El Niño

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O aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, característico do fenômeno El Niño, já começou a provocar mudanças na circulação atmosférica e interferir no comportamento dos ventos e das chuvas em diversas regiões do planeta influenciando diretamente o clima da América do Sul
Entre os efeitos observados está o vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29). Pouco comum nesta época do ano, a ventania está relacionada à atuação do El Niño e ao deslocamento de uma frente de rajada, sistema meteorológico que já havia passado pelo Rio Grande do Sul e por São Paulo nos últimos dias.
De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a força do fenômeno está ligada à frente fria estacionária que provocou chuvas volumosas na Região Sul. A combinação desse sistema com o El Niño contribuiu para intensificar os ventos. A ventania registrada em todo o Grande Rio faz parte de uma linha de instabilidade formada por uma extensa faixa de nuvens carregadas que se desprendeu do Sul do país.
Os reflexos do El Niño já vêm sendo sentidos em diferentes áreas do continente. Além de favorecer ventos mais intensos, o fenômeno também contribui para a formação de sistemas atmosféricos persistentes, como a frente estacionária responsável por vários dias consecutivos de chuva no Rio Grande do Sul e o vendaval desta quarta no estado do Rio.











