Telescópio Gemini flagra Cometa ATLAS se despedaçando após passagem pelo Sol

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Astrônomos divulgaram novas imagens do telescópio Gemini North, no Havaí, que documentam a fragmentação do Cometa C/2025 K1 (ATLAS) após sua aproximação máxima ao Sol. Paralelamente, a NASA confirmou que o objeto interestelar 3I/ATLAS já aparecia em dados arquivados do satélite TESS desde maio de 2025 — quase dois meses antes de sua descoberta oficial.

O Cometa C/2025 K1 (ATLAS), descoberto em maio de 2025 e considerado originário da Nuvem de Oort, não sobreviveu intacto ao encontro com nossa estrela. Imagens obtidas pelo telescópio Gemini North em 11 de novembro e 6 de dezembro de 2025 evidenciam fragmentos distintos se separando do núcleo original.
O cometa — uma massa fracamente ligada de gelo e poeira — foi submetido à intensa gravidade solar e à pressão do vento estelar durante sua passagem pelo periélio. A distância de 50 milhões de quilômetros do Sol mostrou-se excessiva para sua integridade estrutural.
Em 22 de janeiro de 2026, o Telescópio Espacial Hubble observou o 3I/ATLAS durante configuração geométrica excepcional. O cometa interestelar passou a 0,69 graus do eixo Terra-Sol, criando condições que o astrônomo Man-To Hui, do Observatório Astronômico de Xangai, descreveu como “circunstâncias que podem não se repetir por décadas”.
As imagens processadas do Hubble revelaram um sistema de quatro jatos. A estrutura inclui uma proeminente anti-cauda direcionada ao Sol e à Terra, complementada por três mini-jatos separados por aproximadamente 120 graus.
Oriundo da Nuvem de Oort, ele fragmentou-se em múltiplos pedaços após sua passagem pelo periélio a 50 milhões de quilômetros do Sol. Imagens do telescópio Gemini North documentaram pelo menos três fragmentos distintos. O satélite TESS havia capturado o objeto interestelar em maio de 2025, mas os dados só foram identificados posteriormente. A detecção tardia levantou questões sobre a eficácia dos sistemas automatizados de monitoramento. O objeto interestelar continua observável através de pequenos telescópios até a primavera de 2026.

















